
A gestão de frotas com inteligência artificial já deixou de ser tendência na China, é o padrão de operação. E para quem atua no setor de mobilidade, a pergunta não é mais ‘se’ eles estão à frente, mas ‘o quão longe’ chegaram.
Letícia Silveira, nossa Gerente de Projetos na Mobi7 Localiza, cruzou o mundo para entender o que há de mais avançado em tecnologia. Visitando mais de 20 gigantes globais como: Alibaba, Tencent e Xiaomi, ela voltou com uma certeza: a China não está apenas criando tecnologia, ela está redesenhando o comportamento da sociedade por meio da Inteligência Artificial (IA).

A trajetória da China ajuda a explicar sua velocidade de transformação: nos anos 1990, bicicletas como “Pombo Voador” eram símbolo de status e exigiam filas com anos de espera por aprovação governamental. Já em 2025, o país já contava com mais de 100 marcas de veículos, em contraste com apenas 13 nos Estados Unidos.
Em 2025, dos 30 milhões de veículos vendidos, mais da metade foram elétricos, graças a grandes reservas de ímãs e hidrelétricas gigantes para energia.
Muitas pessoas se perguntam: como a China consegue emitir 45 novas patentes por dia (como é o caso da BYD) ou ter mais de 100 marcas de carros, contra apenas 13 nos EUA?
A resposta, segundo Letícia, está em uma base milenar: o Confucionismo.

Essa estrutura social coloca a educação e o esforço coletivo no centro de tudo. O conhecimento é nobre e o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) é visto como um dever. Como pontua Letícia:
"A educação é algo muito importante. O conhecimento é tratado como algo extremamente nobre e você só vai conseguir ter sucesso se trabalhar duro e tiver mérito próprio para alcançar resultados, sempre olhando para o futuro."

Ao visitar a Foton, fabricante que monitora mais de 3,5 milhões de veículos, Letícia percebeu que a IA já faz parte do “ar que se respira” na gestão de frotas do país. Não se trata apenas de saber onde o carro está, mas de usar os dados para manutenção preditiva e segurança ativa.
Acidentes de trânsito são a principal causa de morte entre jovens menores de 30 anos no mundo.
A China conseguiu reduzir em mais de 50% o índice de óbitos desde 2010. Como?
Se você quer aprofundar nesse tema, vale entender melhor como funciona a telemetria na gestão de frotas e como ela conecta dados à operação.
A tecnologia autônoma já é uma realidade segura na China. Diferentemente de um humano, o software não tem um dia estressante ou uma noite mal dormida. O desafio agora é ético e social, mas a base tecnológica está pronta.
"A mobilidade autônoma já é uma realidade tecnológica, eu diria que pode ser até mais seguro do que ter uma pessoa conduzindo. Porque você não tem um motorista enviando mensagens no WhatsApp ou passando por um dia estressante. Não tem uma noite mal dormida, que faça ele se distrair e dirigir mal. Então, ela já existe na prática, mas enfrenta desafios para funcionar no dia a dia de um jeito seguro, mensurável e com redução real de riscos. Porque os níveis de risco e impacto ainda são muito altos e existe uma questão ética e social importante: a necessidade de responsabilidade e de justiça em caso de falhas.", Destaca Letícia.
Se existe um ponto central na transformação da mobilidade, é o uso de dados.
E se a China tem 3,5 milhões de veículos monitorados pela Foton, a Mobi7 Localiza já opera com um diferencial único no Brasil: temos mais de 650 mil veículos conectados com telemetria embarcada.
Essa posição nos permite oferecer o que Letícia chama de Jornada Única:
"Estamos muito mais à frente do que a gente imagina. A proximidade com a China nos permite ter tecnologias aqui dentro que garantem informação e um avanço enorme." , Letícia Silveira.
Empresas que já aplicam esse modelo conseguem reduzir custos com inteligência de dados e aumentar a eficiência da operação.

A inovação na mobilidade chinesa mostra que o avanço tecnológico vai além da tecnologia em si, é cultural, estratégico e de longo prazo.
Apesar das diferenças, alguns aprendizados são claros:
A gestão de frotas com inteligência artificial já não é mais tendência, é realidade global. E a China mostra que o avanço tecnológico não depende apenas de inovação, mas de cultura, estratégia e execução.
"Se eu pudesse resumir a China: é uma história de milhares de anos que traçam milhares de anos à frente de nós."
Para empresas que querem evoluir, o caminho é claro: usar dados, tecnologia e inteligência para tomar decisões melhores é urgente!
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A gestão de frotas com inteligência artificial utiliza dados, algoritmos e automação para otimizar operações, prever riscos e reduzir custos.
A China aplica IA em processos do dia a dia, como transporte, pagamentos automatizados, monitoramento de veículos e análise de dados em larga escala.
Sim. A telemetria permite monitorar comportamento de condução e identificar riscos, possibilitando ações preventivas.
✅ Redução de custos
✅ Previsão de falhas e manutenção
✅ Aumento da segurança
✅ Melhor tomada de decisão
✅Otimização da operação
O primeiro passo é implementar soluções de telemetria e análise de dados, que permitam transformar informações em decisões estratégicas.

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