
Como você realiza o controle de combustível de frota, hoje? Essa é uma das variáveis que mais pesam no orçamento de quem gerencia frota e uma das que mais oscilam.
O preço no posto é impossível controlar. Em compensação, a quantidade de litros que sua operação queima para percorrer cada quilômetro é uma variável interna e totalmente gerenciável.
Pensando nisso, este guia foi escrito para gestores que precisam de respostas práticas e objetivas.
Vem com a gente entender o que realmente consome o combustível na sua frota (e como os hábitos de condução impactam os custos), descobrir ferramentas e aprender práticas que entregam resultado de verdade, sempre trazendo dados que ajudem você a embasar cada decisão.
Qualquer gestor sabe que o combustível é caro, mas nem sempre a dimensão desse custo aparece com clareza nos relatórios do mês.
Segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), os custos com combustível podem representar mais de 35% do custo operacional total de uma frota. Em operações com frotas leves ou mistas, esse percentual é ainda mais relevante quando combinado com ineficiências, como veículos parados com motor ligado e hábitos de condução agressiva.
E o cenário externo não ajuda: em 2024, segundo o Boletim de Conjuntura Econômica da CNT, o setor de transportes acumulou inflação de 3,30%, puxada principalmente pelos combustíveis – a gasolina subiu 9,71%, e o etanol, 17,58%.
Em 2026, o diesel voltou a pressionar as operações com aumento superior a 10%, impulsionado por novos fatores tributários sobre o insumo.
O que muda quando o gestor de frota enxerga o controle de combustível de frota como um fator de gestão, e não só como mais uma conta do relatório para pagar, é a capacidade de agir sobre ele. A gente fala um pouco mais sobre esses erros que podem te fazer perder dinheiro em um artigo completo aqui.
O consumo real de uma frota é resultado de uma combinação de fatores diversos que se somam. Isolados, eles se tornam pouco relevantes, por isso é importante pensar em todos juntos.
Os principais comportamentos e fatores que impactam a gestão de combustível para frotas são:

A condução agressiva com acelerações rápidas, excesso de velocidade e frenagens constantes pode elevar o consumo em até 30% em rodovias e até 40% em vias urbanas, no mesmo veículo e na mesma rota.
Na prática: dois motoristas, mesmo veículo, mesma rota. O resultado pode ser uma diferença de vários litros por dia e, se multiplicado pela frota inteira, isso representa um valor expressivo no fim do mês.
Um estudo conduzido pela própria Mobi7, em 2020, realizou o controle de combustível de frota e monitorou 23 veículos utilizados no perímetro urbano de Curitiba (PR) por uma equipe comercial.
O cruzamento entre dados de frenagens bruscas e consumo de combustível revelou uma relação diretamente proporcional: quanto mais frenagens bruscas registradas, maior o consumo.
A frenagem brusca, nesse contexto, é o indicador de que o veículo estava em velocidade maior do que o recomendado para a via e é exatamente aí que o combustível é desperdiçado.
Separamos aqui os principais hábitos que mais elevam o consumo em frotas e podem indicar como economizar combustível na frota:
Por isso, o maior desafio do gestor é ter os dados certos que comprovem onde o condutor está consumindo mais combustível, que extrapola o orçamento.
Antes de implantar qualquer tecnologia e ações de mudança de comportamento, sempre é bom lembrar que um veículo sem a manutenção em dia consome mais.
Pneus fora da pressão recomendada aumentam a resistência ao rolamento; filtros entupidos forçam o motor; injeção desregulada desperdiça combustível a cada ciclo.
De acordo com o Inmetro, pneus com pressão inadequada têm resistência ao rolamento significativamente maior. E isso acaba impactando diretamente a economia de combustível no dia a dia da sua frota. A manutenção corretiva (aquela que acontece quando o veículo já quebrou) é sempre mais cara do que a preventiva.
E um veículo parado, além gerar gastos, não dá resultados enquanto está fora da operação.
Sendo assim, manter a manutenção preventiva impacta diretamente o consumo de combustível:
Com a telemetria, é possível fazer uma gestão de combustível para frotas avançada, utilizando os dados da própria frota para montar um plano de manutenção preventiva com: quilometragem percorrida, eventos de condução agressiva, horas de motor e histórico de revisões.
Tudo isso pode alimentar alertas automáticos para que nenhuma manutenção seja esquecida.

Telemetria e videotelemetria: qual é o caminho para o controle real?
Você sabe que há desperdício de combustível na frota, mas não sabe onde, nem quanto, nem quem está gerando.
É nesse ponto que a telemetria entra em campo. Com um dispositivo instalado no veículo, é possível organizar e monitorar dados de abastecimento, o comportamento de condução de cada motorista, o tempo que o carro fica parado com o motor ligado, os desvios de percurso e os alertas de manutenção.
Tudo isso acessível via plataforma web ou aplicativo.
A Mobi7 Localiza, por exemplo, oferece funcionalidades específicas para a gestão de combustível: o cruzamento entre dados de abastecimento e telemetria permite ao gestor visualizar o rendimento real de cada veículo, identificar anomalias de consumo e comparar motoristas que operam o mesmo tipo de veículo.
Quer entender melhor como economizar ainda mais, com a ajuda da telemetria? Temos um artigo completo sobre esse assunto aqui.
Já a videotelemetria é a opção para frotas que precisam ver o que acontece dentro e fora do veículo. Com câmeras de IA instaladas na cabine, o sistema registra a condução e avisa o motorista na hora quando identifica um risco: uma freada brusca, sinais de distração, fadiga ou distância perigosa de outro veículo.
Ainda tem dúvidas quando o assunto é diferenciar uma funcionalidade da outra? Explicamos tudo sobre videotelemetria aqui.
Os resultados práticos são expressivos: clientes da Mobi7 Localiza que adotaram a videotelemetria registraram 86% de redução no excesso de velocidade e 46% de redução em eventos de má condução.
Mas, além da segurança, há um ganho direto de eficiência na gestão de combustível para frotas: motoristas que recebem alertas em tempo real e têm seu comportamento monitorado tendem a adotar uma condução mais suave, o que se traduz em menos litros queimados por quilômetro.
Como engajar os motoristas nas boas práticas sem criar conflito?
Essa é uma das questões mais delicadas para o gestor, porque a maioria das abordagens de fiscalização cria resistência em vez de adesão.
A chave está em transformar o monitoramento em ferramenta de desenvolvimento, não de punição.
O que funciona na prática:
Condutores que entendem que a tecnologia os protege tendem a engajar mais. E, quando há engajamento, a mudança de comportamento se sustenta em longo prazo.
Qual é o papel do gestor de frotas na redução do consumo?
O papel do gestor é transformar dados em ação: identificar os veículos com consumo fora do padrão, entender se o problema é mecânico ou comportamental, estabelecer rotas mais eficientes, garantir que as manutenções preventivas aconteçam no prazo e construir uma cultura de eficiência com o time de motoristas.
Agora, como economizar combustível se você depende de cruzar planilhas manualmente, a partir de relatos subjetivos, para entender o que está acontecendo na operação? Isso são fatores que atrapalham (e muito) a resolução de problemas.
Por isso, ter, ao alcance da mão, ferramentas que centralizem as informações e facilitem a tomada de decisão são estratégias de negócio indispensáveis no dia a dia.

Checklist: o que implementar hoje para começar a economizar?
Nem tudo exige investimento imediato. Algumas ações impactam o consumo já nas primeiras semanas.
Ações imediatas (sem tecnologia adicional)
Ações com telemetria
Ações de médio prazo
FAQ — Perguntas Frequentes
O comportamento de condução. Aceleração agressiva, excesso de velocidade e marcha lenta prolongada podem elevar o consumo em até 30% no mesmo veículo. O segundo fator mais relevante é a manutenção inadequada.
Divida os litros abastecidos pela quilometragem percorrida em cada veículo no mesmo período. Isso gera o km/l de cada unidade. Compare veículos similares operando na mesma região para identificar anomalias.
Sim. Ao tornar visíveis os comportamentos que geram desperdício, como marcha lenta, excesso de velocidade e curvas bruscas, a telemetria permite ação corretiva precisa. O efeito sobre o consumo é resultado da combinação de dados + ação do gestor + mudança de comportamento dos motoristas.
Sim, significativamente. O Inmetro aponta que pneus fora da pressão recomendada aumentam a resistência ao rolamento, o que eleva o consumo, especialmente em percursos longos e em veículos pesados.
Depende do fabricante e do tipo de operação, mas o padrão recomendado é revisão a cada 10 mil km ou conforme o manual do veículo.
Transparência é o primeiro passo: compartilhe os dados com os próprios motoristas. Depois, trabalhe metas progressivas (um indicador por vez) e reconheça publicamente quem melhora. Fiscalização pura gera resistência; desenvolvimento gera resultado.
Motor ocioso é o tempo em que o veículo está ligado, mas parado, sem gerar deslocamento. É combustível sendo queimado sem produzir nenhum resultado operacional. Em frotas grandes, o custo acumulado pode ser expressivo ao longo do mês.
Fontes de pesquisa
Agora que já sabe como economizar combustível da sua frota e a importância de ter ferramentas tecnológicas no dia a dia, entenda como a Mobi7 Localiza pode ajudar a sua frota a reduzir o consumo de combustível com dados reais. Fale com um dos nossos especialistas.
Leia também outros cases no Blog Mobi7 Localiza e veja como a tecnologia está ajudando empresas em todo o Brasil a chegar ainda mais longe.
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